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B1)Jornal do Commercio- RJ, 29/06/2006,
Empresas, B-4
EMI e Warner travam disputa de US$ 4,6 bilhões
A EMI e a Warner Music estavam travadas em disputa de mão-dupla
no valor de US$ 4,6 bilhões ontem: cada uma tentava adquirir
a outra para criar gigante da música mundial que reduzirá
a indústria fonográfica a três grandes gravadoras.
A londrina EMI Group, que conta com artistas como a banda Coldplay
e o cantor Robbie Williams, declarou que rejeitou oferta de 2,5
bilhões de libras esterlinas (US$ 4,6 bilhões), em
dinheiro, feita pela rival americana, por considerá-la totalmente
inaceitável. Ao mesmo tempo, a EMI revelou que tinha aumentado
sua oferta de compra da Warner Music, cujo portfólio inclui
Madonna e Red Hot Chili Peppers, para US$ 31 a ação
ou US$ 4,6 bilhões no total, ante proposta original de US$
28,50, feita em maio. A nova oferta, porém, também
foi rejeitada. "A EMI continua a acreditar que a aquisição
da Warner Music pela EMI, por US$ 31 por ação em dinheiro,
seria muito atraente para os dois grupos de acionistas e iria adicionar
valor aos acionistas da EMI, que é muito superior à
proposta revisada da Warner Music", divulgou a EMI. A nova
proposta também foi rejeitada. A Warner Music, quarta maior
empresa fonográfica do mundo, disse ontem que sua diretoria
descartou por unanimidade a proposta melhorada da EMI, citando precondições
no plano que aumentariam o risco de execuções. Conselheiros
financeiros das duas companhias ainda estão discutindo possibilidades,
segundo pessoas próximas da situação, embora
não esteja claro se alguma das empresas está em posição
de elevar sua oferta novamente. No final das contas, os analistas
acreditam que será acertado um acordo entre as duas gravadoras
por causa da lógica inerente da combinação.
Tentativa de fusão das companhias em 2000 foi rejeitada por
reguladoras antitruste da Europa e a EMI perdeu a chance de ganhar
o controle sobre a Warner Music quando a Time Warner a vendeu em
2003.
Concessão de direitos
A Warner Music disse que a proposta da EMI exige a venda da sua
unidade Warner/Chappell Music antes de acerto, bem como a concessão
de oferta substancial de direitos. A empresa afirmou que sua própria
oferta pela EMI não inclui condições como a
venda anterior dos negócios de difusão. A EMI Music
Publishing é a maior empresa fonográfica do mundo,
seguida pela Warner/Chappell. Analistas da indústria esperam
que pelo menos uma delas seja vendida para que haja uma fusão.
Tanto EMI como Warner Music consideram suas ofertas superiores e
capazes de pagar valores melhores aos acionistas, mas concordam
que a união das empresas seria um esforço válido.
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