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DCI – SP, 29/06/2006, Internacional, A-14

EMI eleva oferta pela Warner Music para US$ 4,6 bilhões

A britânica EMI Group Plc aumentou ontem sua oferta de compra da Warner Music Group para US$ 4,6 bilhões e rejeitou sua contra-oferta apresentada pela empresa norte-americana, intensificando uma disputa, que já dura seis anos, para criar a segunda maior gravadora do mundo. As ações da EMI, sediada em Londres, saltaram para sua maior alta dos últimos quatro anos. A EMI recusou uma oferta no valor de 320 pence por ação apresentada pela Warner por sua aquisição, alegando que sua oferta de US$ 31 por ação pela nova-iorquina Warner era uma proposta muito superior, informou a empresa em comunicado divulgado ontem pela agência de notícias PR Newswire. A oferta feita pela Warner, cujo porta-voz, Will Tanous, não retornou de imediato uma ligação da Bloomberg News, avalia a EMI a 2,53 bilhões de libras esterlinas (US$ 4,6 bilhões). Eric Nicoli, presidente do conselho administrativo da EMI, vem tentando desde 2000 comprar a Warner, que tem entre seus artistas os cantores Madonna e James Blunt. A nova companhia resultante da fusão das duas gravadoras controlaria 25% do mercado fonográfico mundial, ficando atrás apenas da Universal Music Group , que é uma divisão da Vivendi SA . Nicoli e Edgar Bronfman Jr., principal executivo da Warner, estão tentando realizar a fusão em um momento em que a pirataria e os downloads ilegais têm prejudicado as vendas do setor fonográfico. “Parece que há uma real disputa de poder entre as duas para determinar quem é que vai ficar exatamente no controle da empresa resultante da fusão”, disse Henk Potts, administrador de fundos do Barclays Stockbrokers de Londres, que gerencia US$ 45 bilhões em ativos. “Está claro que faz muito sentido eles realizarem essa fusão. Ela ajudaria as duas gravadoras a competir em termos mundiais e lhes daria mais escala”. As ações da EMI, que tem em seu catálogo artistas como Coldplay, Gorillaz e Norah Jones, subiram até 29,75 pence, ou 10,5%, passando a custar 313,5 pence, sua mais alta cotação desde maio de 2002. As ações da Warner, que este ano já se valorizaram 28%, recuaram US$ 0,29 ontem, para US$ 27,23, o que avalia a empresa em US$ 4,04 bilhões. As vendas mundiais de gravações fonográficas recuaram 3%, para US$ 33 bilhões no ano passado, à medida que os consumidores compraram menos CDs e que as cópias ilegais corroeram a receita das gravadoras, informou em março passado a Federação Internacional da Indústria Fonográfica de Londres.