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O Popular - Goiânia, 24/04/2006,
Informática, 16
Vem aí os substitutos do DVD
O DVD, que ainda é novidade para muitos brasileiros, deverá
ter um reinado muito menor que a antecessora fita VHS. Tudo por
conta de duas novas tecnologias que prometem revolucionar o mercado
cinematográfico, permitindo que em uma só mídia
possam ser reunidos filmes de alta definição e conteúdo
totalmente interativo. Trata-se do Blu-Ray e do HD-DVD, que têm
em comum a altíssima capacidade de armazenamento. Os dois
formatos começam a ser fabricados por indústrias diferentes.
A Toshiba, NEC, Intel e Microsoft apostam no HD-DVD, enquanto a
Sony investe bravamente no Blu-Ray. Apesar da concorrência,
os dois novos formatos chegam prometendo fornecer uma clareza de
imagem inigualável para aqueles conteúdos gravados
em casa, já que são projetados para armazenar
imagens em alta definição (HDTV) sem perda de qualidade.
Além disso, as novas mídias permitirão muito
mais armazenamento de dados do que é possível
nos DVDs atuais. O HD-DVD, por exemplo, utiliza raio laser violeta
para gravar até 15 Gigabytes em uma mídia (30
GB se forem usados os dois lados), o que equivale hoje a cerca
de 6 DVDs. Com os raios azuis, o Blu-Ray, por sua vez, é
capaz de armazenar até 50 GB de informação
(cerca de 10 DVDs), ou 25 GB de dados em cada um dos lado da
mídia. Com esses novos discos de 25 GB, os fabricantes explicam
que o consumidor poderá gravar até duas horas de conteúdo
HDTV ou mesmo 13 horas de conteúdo de televisão com
definição padrão. As novas mídias possibilitarão
ainda que os produtores de cinema, além de gravarem
filmes de alta definição, possam contar com mais espaço
para conteúdo extra. Apesar das vantagens alardeadas,
os críticos dos novos formatos avisam que alguns pontos
podem preocupar o consumidor que deseja conhecer imediatamente
as novas tecnologias. Primeiro e mais importante, é
que os dois formatos que disputam a supremacia no mercado são
totalmente incompatíveis entre si, o que pode representar
problemas para quem comprar os primeiros produtos que deverão
estar em breve nas prateleiras brasileiras. Eles lembram ainda que
os grandes estúdios e os fabricantes de produtos eletroeletrônicos
também se dividiram, alinhando-se com um ou outro formato
(veja quadro). Portanto, se o consumidor adquirir a primeira versão
de um player Blu-Ray poderá assistir a filmes como As Crônicas
de Nárnia: o Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa,
dos estúdios Walt Disney, mas não conseguiram rodar
A Supremacia Bourne ou A Batalha de Riddíck, da Universal,
empresa parceira do HD-DVD.
Briga equilibrada
A briga para ver quem substituirá o atual DVD, por enquanto,
ainda está equilibrada. Tanto HDDVD quanto Blu-Ray têm
defensores ferrenhos. Quem aposta no HD-DVD garante que os discos
têm o mesmo tamanho físico dos DVDs atuais, enquanto
o Blu-Ray é um pouco mais fino. Ou seja, será mais
fácil e mais barato criar discos virgens e players para HDDVD
do que para o concorrente, o que pode alavancar mais apoio de fabricantes
para essa tecnologia. Ao contrários dos atuais DVDs, que
utilizam raios vermelhos para ler as informações na
mídia o HD-DVD usa raios azuis para essa tarefa. Porém,
como o disco é mais grosso, a informação fica
"longe" da superfície, sobrando menos espaço
para as camadas de informação. Com isso, a capacidade
de armazenamento fica limitada a cerca de 30 Gigabytes (GB). Os
fabricantes até admitem que discos Blu-Ray são mais
finos que os atuais DVDs e exigiriam adaptações industriais
tanto nas fábricas que montam aparelhos leitores desse tipo
de mídia quanto nas indústrias que fazem os discos
em si. Mas, em termos de tecnologia laser utilizada para ler esses
discos, as empresas garantem que o Blu-Ray é mais preciso
e consegue focarem "sulcos digitais" mais estreitos. Esses
sulcos é que permitem que mais informação seja
guardada em menos espaço.
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