| |
Diário de Notícias de
São Paulo – SP, 19/01/2006, Leis & Projetos, 10
Aprovado o projeto de lei que pune pirataria e contrabando
O Projeto de Lei 258/2005, de autoria do deputado Orlando Morando
(PSDB), foi aprovado na Assembléia Legislativa de São
Paulo, na madrugada desta Terça-feira, 22/12. O projeto dispõe
sobre a cassação da eficácia da inscrição
no cadastro de contribuintes do Imposto sobre Operações
Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre
Prestações de Serviços de Transporte Interestadual
ou Intermupicipal e de Comunicação-ICMS, dos estabelecimentos
que comercializem produtos falsificados, contrabandeados ou de origem
duvidosa. "O consumidor tem se deparado com diversos produtos
de origem duvidosa e que não contam com normas de segurança,
prevenção à saúde e bem-estar. Este
é um fator que causa graves danos ao consumidor, que passa
a ser enganado e iludido por um preço muito inferior a concorrência",
considera Morando. Existe uma forma de o consumidor se prevenir
para não ser enganado e não levar produtos de origem
duvidosa, solicitando sempre a nota fiscal e buscando conhecer o
produto, valores e vantagens em pontos concorrentes de vendas. O
projeto de lei foi criado para defender o consumidor de comerciantes
que usam de má fé ao vender produtos falsificados
ou contrabandeados, estimula, também, a compra de produtos
nacionais e com responsabilidade social. O consumidor poderá
denunciar o local que suspeitar conter produtos não legalizados.
O estabelecimento terá a inscrição do ICMS
cassada. O proprietário será impedido de exercer o
mesmo ramo de atividade, mesmo que em estabelecimento distinto daquele
e será proibido de entrar com pedido de inscrição
de nova empresa, no mesmo ramo de atividade. "Precisamos estar
atentos, pois os produtos legalizados possuem selos de garantia.
Desta forma, conseguiremos conscientizar as empresas e comerciantes
que, além de qualidade, procuramos empresas com responsabilidade
social" comenta o deputado. Segundo Emerson Kapaz, presidente
do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO), alei
terá total apoio das entidades correlacionadas ao Instituto
ETCO, pois a pirataria prejudica, em primeiro lugar, o consumidor.
"Muitos consomem remédios falsificados, isto é
um absurdo. O projeto é completo e esta será uma das
maneiras de acabar com o contrabando, organização
dirigida pelo crime organizado e que gera subsídios para
aumentar a violência", disse. Para Paulo Skaf, presidente
da Fiesp, este é um importante projeto para o Estado, pois
não podemos conviver com o contrabando. "A qualquer
hora que andarmos pelas avenidas ou corredores comerciais nos deparamos
com produtos falsificados. E este projeto é interessante
porque não multa o comerciante, ele propõe o fechamento
do comércio. Acredito que esta será uma grande solução
para a economia", comentou. O PL 258/2005 visa acabar com a
venda ilegal de produtos contrabandeados. Estes produtos representam
uma queda de R$ 84 bilhões no faturamento e 2 milhões
de empregos por ano no país.
|
|